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    Tirinha para entretenimento - By Isac

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  12. CRÔNICA DO MILAGRES - Congada: A Coroa é Negra e reza dançando. (1° Parte ) Notícia

    Crônica

    CRÔNICA DO MILAGRES - Congada: A Coroa é Negra e reza dançando. (1° Parte )

    Congada bate tambor
    Rainha chama senhor
    Para amar todos os santos"
    ( Congada pra Sinhô Rei)
    Segundo o relato da minha sobrinha Carminha, por parte da minha falecida esposa Nair, faço aqui um resumo do que foi dito pela mesma, da festança que a minha sogra fazia. Carminha cresceu participando da Congada como rainha, juntamente com seus irmãos: príncipe Célso e a princesa Marilac que agora está no céu.
    O grupo do Congado do bairro Lava-pés teve a sua formação no hoje conhecido bairro São Dimas, em São João Del Rei-MG.
    Para quem não sabe, a Congada é uma manifestação cultural de origem afro-brasileira, que celebra Nossa Senhora do Rosário e São Benedito através de cantos e cortejos.
    Minha falecida sogra Dona Laudelina -Lode- além de responsável pelo terno era bandeireira, pessoa que carregava a bandeira da santa ou do santo à frente de todos cortejos. Este terno foi o primeiro criado por ela e seus amigos: Senhor Valdemar e José Camilo no bairro Lava-pés.
    Participavam sempre da festa Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito.
    Não andavam muito para facilitarem os mais velhos.

    Cito como exemplo, seria um percurso feito do Boiodromo até a Paróquia São Paulo Apóstolo, no centro de Jordanésia. Nâo faziam um trajeto direto. O terno entrava numa rua, saia e entrava na outra fazendo arruada pelo bairro.
    Somente fui conhecer a festa através da minha Estrela Cintilante, Nair! Ela foi rainha uma única vez, quando era mais jovem e saiu num só cortejo. Se eu a tivesse conhecido-a naquela época, juro que daria tudo para ser fiel súdito. Carregaria a sua bandeira, seu manto... Mas o tempo não me deu essa graça. Me deu só a história, e a saudade do que eu não vivi.
    Este Congado participava da festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada em 07 de outubro e também de São Benedito cerebrado em 05 de outubro. Os dois festejos acontecia juntos no dia 07 de outubro data da Nossa Senhora do Rosário com a saída da Congada nas ruas.
    Vamos aos fatos!
    Neste dia, bem cedinho, os congadeiros se reuniam em frente da casa da minha sogra Dona Lode para o desjejum. A mesa era farta de quitandas: broas, bolos, biscoitos, rosquinhas, pães de queijo...E um bom cafezinho.
    Fico por aqui, na semana que vem te levo para junto do mastro, na hora que a bandeira subi.
    Dia 12/06 esta história chega às suas mãos, dia 13/06 outra começa em campo.
    Que nossa seleção entre como um cortejo de Congada. De cabeça erguida, coração verde e amarelo e a proteção de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
    O Brasil todo é súdito desta camisa.
    Boa Sorte Brasil!
    Email xequematemilagres@gmail.com.

    Sebastião Milagres, Escritor, Filósofo, ex- professor de xadrez aposentado, Conselheiro do Fórum Municipal Cultural de Santana de Parnaíba. Autor dos livros Xeque-Mate no Inferno -VII-A e Subjetivos: Fragmentos da minha alma.
  13. Eles balançaram no ar e fincaram raízes. Por Sebastião Milagres Notícia

    Crônica

    Eles balançaram no ar e fincaram raízes. Por Sebastião Milagres

    Cronista que vira juiz, perde a cônica e a alma.

    Há três semanas li uma matéria no Informativo do IHG- Instituto Histórico Geográfico- de São João Del Rei-MG, onde pleiteio uma vaga de sócio correspondente.
    Lá estava o dia em que os sinos dobraram em sinal de luto e intercessão. Não foi por bispo, tampouco por barão.Só sei que foi no ano de1833, no Morro da Forca, hoje batizado de Bonfim, na minha cidade natal, São João Del Rei-MG.
    No qual todas as noites, o Urutau-mãe-da-lua,chora como lamento pelos escravos que foram enforcados naquele local. Não pelo roubo de galinhas, na fazenda dos Junqueiras em Carrancas. Foi pelo legítimo desejo de abreviar o 13 de Maio de 1888. Foi considerada a maior rebelião do sudeste imperial.
    Resultado trágico ; nove membros da família senhorial mortos pelo escravo Ventura e seus seguidores. Eram provavelmente da etnia nagô.
    Um.povo .inteligente e altamente urbanizado na África.
    Com toda certeza esses pobres cativos amassaram o barro que virou taipas.que virou parede, que virou casa de Deus que não os deixaram entrar.Pés presos por grilhões, Pés que subiram o andaime da São Francisco.
    As mesmas torres que eles erqueram pedra sobre pedra, dobraram os sinos em sinal de luto quando foram enforcados. Ironia que só o Brasil sabe escrever, com sangue em vez de tinta.
    Duas rezas rasgaram o mesmo dia.
    A sinhá pensou como Durkheim: Deus vai manter a ordem, o mundo como deve ser.
    A escrava pensou como Sartre: Deus vai me dar a náusea, a escolha do direito de criar o mundo que não existe.
    O céu ouviu as duas . Escolheu o sangue.
    Próxima: A Coroa é Negra e reza dançando


    Sebastião Milagres, Escritor, Filósofo, ex- professor de xadrez aposentado, Conselheiro do Fórum Municipal Cultural de Santana de Parnaíba. Autor dos livros Xeque-Mate no Inferno -VII-A e Subjetivos: Fragmentos da minha alma.
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    Adriano Enfermeiro

    Adriano Enfermeiro

  15. Colunista
    Coluna do Xaxá

    Coluna do Xaxá