Notícia
CRÔNICA DO MILAGRES - Congada: A Coroa é Negra e reza dançando. (1° Parte )
Rainha chama senhor
Para amar todos os santos"
( Congada pra Sinhô Rei)
Segundo o relato da minha sobrinha Carminha, por parte da minha falecida esposa Nair, faço aqui um resumo do que foi dito pela mesma, da festança que a minha sogra fazia. Carminha cresceu participando da Congada como rainha, juntamente com seus irmãos: príncipe Célso e a princesa Marilac que agora está no céu.
O grupo do Congado do bairro Lava-pés teve a sua formação no hoje conhecido bairro São Dimas, em São João Del Rei-MG.
Para quem não sabe, a Congada é uma manifestação cultural de origem afro-brasileira, que celebra Nossa Senhora do Rosário e São Benedito através de cantos e cortejos.
Minha falecida sogra Dona Laudelina -Lode- além de responsável pelo terno era bandeireira, pessoa que carregava a bandeira da santa ou do santo à frente de todos cortejos. Este terno foi o primeiro criado por ela e seus amigos: Senhor Valdemar e José Camilo no bairro Lava-pés.
Participavam sempre da festa Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito.
Não andavam muito para facilitarem os mais velhos.
Cito como exemplo, seria um percurso feito do Boiodromo até a Paróquia São Paulo Apóstolo, no centro de Jordanésia. Nâo faziam um trajeto direto. O terno entrava numa rua, saia e entrava na outra fazendo arruada pelo bairro.
Somente fui conhecer a festa através da minha Estrela Cintilante, Nair! Ela foi rainha uma única vez, quando era mais jovem e saiu num só cortejo. Se eu a tivesse conhecido-a naquela época, juro que daria tudo para ser fiel súdito. Carregaria a sua bandeira, seu manto... Mas o tempo não me deu essa graça. Me deu só a história, e a saudade do que eu não vivi.
Este Congado participava da festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada em 07 de outubro e também de São Benedito cerebrado em 05 de outubro. Os dois festejos acontecia juntos no dia 07 de outubro data da Nossa Senhora do Rosário com a saída da Congada nas ruas.
Vamos aos fatos!
Neste dia, bem cedinho, os congadeiros se reuniam em frente da casa da minha sogra Dona Lode para o desjejum. A mesa era farta de quitandas: broas, bolos, biscoitos, rosquinhas, pães de queijo...E um bom cafezinho.
Fico por aqui, na semana que vem te levo para junto do mastro, na hora que a bandeira subi.
Dia 12/06 esta história chega às suas mãos, dia 13/06 outra começa em campo.
Que nossa seleção entre como um cortejo de Congada. De cabeça erguida, coração verde e amarelo e a proteção de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
O Brasil todo é súdito desta camisa.
Boa Sorte Brasil!
Email xequematemilagres@gmail.com.
Sebastião Milagres, Escritor, Filósofo, ex- professor de xadrez aposentado, Conselheiro do Fórum Municipal Cultural de Santana de Parnaíba. Autor dos livros Xeque-Mate no Inferno -VII-A e Subjetivos: Fragmentos da minha alma.
Fundado em 1994